Sempre acho que a Coréia está em desvantagem aqui no Orientalize, para ajudar um livro está sendo lançado amanhã.
Na Livraria Cultura haverá noite de autógrafos do livro “A Jovem Coréia” com a autora Yoo Na Kim. Yoo Na Kim é uma sul-coreana vivendo desde 89 no Brasil, e agora lança um livro falando sobre seu país e a presença de seus imigrantes no Brasil.
Serviço:
Noite de Autógrafos do livro A Jovem Coréia com Yoo Na Kim. Livraria Cultura Conjunto Nacional
Av. Paulista, 2073 - Loja 153 Data: 06/05/2008 Horário: A partir das 19:30 Site
No dia 18 desse mês a Orquestra Experimental de Repertório irá homenagear os 100 anos da imigração na companhia de Kenny Endo, responsável pelos tambores japoneses durante a apresentação. O repertório será Concerto para tambores japoneses e orquestra de Takeo Kudo e From Me Flows What You Call Time de Toru Takemitsu.
Serviço:
Theatro Municipal de SP
Endereço: Pça. Ramos de Azevedo, s/nº - Centro. São Paulo - SP.
Data: 18 de Março.
Ingressos: 10, 12 e 15 reais.
Telefone: 11 3222 8698 Ingressos on-line
E como foi o show da Tigarah? Em uma palavra: Engraçado. Nunca vi um caso de papel inverso tão grande quanto esse show. No palco uma japonezinha pulava, fazia poses e andava pelo palco enquanto na pista um bando de brasileiros ficava parado olhando e tirando fotos. Quem são os reis da ginga e da desinibição mesmo? Estamos todos ficando orientalizados ou é o Japão que está se ocidentalizando demais?
A produção do local era bem divertida. Basicamente um andar do SESC Paulista foi convertido numa overdose de referências ao Japão. Bonequinhos, mangás, posters, lambe-lambes, painéis, máquinas de video-game e fliperama povoavam o lugar ao lado de um palco improvisado. A acústica obviamente não ajudava, mas quando vamos num show de funk não estamos preocupados com isso, estamos? Queremos ver bundas chacoalhando, letras sujas e dançarinas parcamente vestidas.
Mas não foi o caso. Tigarah é visivelmente vidrada no Brasil, até soltando um português de vez em quando no meio do inglês perfeito (cujas palavras nem sempre eram compreensíveis graças à mencionada acústica). As batidas não são exatamente de funk, mas a base da referência é clara. E as letras, bem, são em japonês, e embora eu não fale a língua, já fui informado que são muito menos ofensivas do que as nossas.
O público por sua vez, estava lá para ver algo japonês. Sendo fãs de tal cultura, provavelmente se identificam com a famosa timidez natural do local. Portanto ficavam parados ou vendo o show através de suas câmeras, salvo raras excessões. Atrás de mim, um sujeito sabia quase todas as músicas de cor enquanto eu me esforçava para lembrar o refrão. Havia uma boa distribuição de asiáticos e ocidentais, mas o mérito fica com a senhora oriental de cerca de 50 anos presente e o tímido casal oriental que aparentava pra lá dos 60.
Tigarah estava obviamente feliz e não parava no palco. Afinal, estava no Brasil mostrando seu trabalho pela primeira vez. Executou as músicas perfeitamente e não se deixou abalar pela dureza de seu público, que mesmo com um palco de um palmo de altura não ousou invadir - algo que eu gostaria de fazer, mas meus acompanhantes não se empolgaram tanto.
Pouco antes do show acabar anunciou que irá retornar ao Brasil no segundo semestre e aparecer segunda-feira no programa do Jô - boa sorte, Tigarah, você vai precisar.
Ao final ela simpaticamente se misturou ao público dando autógrafos, tirando fotos (algumas com beijinho) e distribuindo botons. Tentei comunicar rapidamente sobre o Orientalize, mas creio que ela entendeu tudo errado. Para quem perdeu, fica a chance no segundo semestre e pretendo dar de presente aqui no Orientalize um autógrafo dela.
Entendeu? É isso mesmo. Fiquei sabendo do evento de ultima hora, por isso o aviso de última hora. O plano era fazer um podcast com o Barone, que acabou indo pelo ralo, então espero que esse post sirva para levar ao menos uma pessoa ao show de Tigarah hoje e amanhã em São Paulo.
Pra quem não conhece, Tigarah é uma jovem japonesa ex-estudante de Ciências Políticas que, ao visitar o BRasil, se abaixonou pelo Funk Carioca. Ao voltar pro Japão se desiludiu com a cena política local e conclui que faria uma contribuição maior ao mundo com a música.
E todos ficamos felizes com isso. Já que não há nada igual a Tigarah no mundo. Agora vivendo em Los Angeles ela vem pela primeira vez realizar três shows em São Paulo.
Serviço SESC Paulista Av. Paulista, 119 (mapa) Datas: 02, 03 e 04 de maio. Horário: 20:30 Censura: 18 anos. Ingressos à venda em qualquer unidade SESC:
R$ 20,00.
Meia para estudantes e preços diferenciados para associados, trabalhadores de Comércio e Serviços e idosos.
Já passou uma semana, ou seja, passou da hora de falar do Matsuri que rolou na Virada Cultural. Pra ser honesto não fiquei muito tempo, uma horinha no máximo. Então você diz: “Mas porque? Isso não é o Orientalize! Você tinha que ficar de plantão!” Tenho três ótimos motivos:
Minha companheira curte um nippon, mas não a ponto de gastar a virada toda no Matsuri
Eu tinha outros planos além do Matsuri na virada
Estava quente pra diabo!
A culpa do calor era o lugar extremamente apertado e sem nenhuma circulação de ar onde o evento se passou. Apesar da decoração ter sido simpática, assim como as atrações, não havia muito espaço nem para o ar, quanto mais para as pessoas circularem. As atrações que testemunhei foram:
Máquinas de fliperama (incluindo DDR), que ficaram desligadas durante toda minha estadia
Cosplayers dispersos circulavam entre a multidão. Incluindo um Luggi.
Caricaturas em manga gratuitas.
Penteados, apliques e maquiagem gratuiro.
Telão com anime e música japonesa (inclusive um surpreendente YMCK, uma das bandas mais nóias do Japão).
Apresentação de Taiko
A apresentação foi muito boa. Os músicos entraram circulando entre os presentes e depois se posicionaram no palco tocando uma batucada energética digna da trilha sonora de Galactica. Depois tocaram outros estilos de música, incluindo um samba (para combinar com a idéia de Carnaval Japonês). Infelizmente o palco denunciou um outro problema do local, e grave: Ele era mais baixo que a platéia, bem mais baixo, tão baixo que eu que sou alto não consegui ver nada; só pela câmera segurada no alto ou na escada de entrada.
Resumindo: As atrações em si eram boas e podiam render uma boa noite, mas o local só atrapalhou a apreciação e o conforto dos usuários. Espero que ano que vem repitam a idéia, difícil já que o centenário é agora, e dêem um local digno, que comporte as atrações e o público com o devido respeito.
Está um pouco em cima da hora, imagino que a maioria das pessoas já tenha montado sua programação, mas vamos dar o toque mesmo assim: Matsuri - Carnaval do Japão, do site oficial do evento:
Festa tradicional do verão japonês, o Matsuri reúne música, dança, figuras mitológicas, carros alegóricos e comidas típicas. O Sesc Consolação fará uma carnavalização do Matsuri, em uma festa que reunirá apresentação de taikô (tambor oriental), filmes de Akira Kurosawa, oficinas e elementos da cultura pop, como karaokê, mangá e cosplay (abreviação de “costume play”, algo como ‘fantasiar-se’, em inglês).
Vale lembrar que Matsuri (祭) significa literalmente festival, ou feriado, e geralmente é um termo usado em festas regionais. Ou seja, não significa tem nada a ver com “carnaval” como o subtítulo do evento dá a entender. Mas até curti a intenção “fusion” da coisa. Estarei lá pra conferir.
Serviço:
Matsuri - Carnaval do Japão
Local: SESC Consolação
Rua Dr. Vila Nova, 245 (mapa)
Data: 26/04 (HOJE)
Hora: 23:00
Quem usa bicicleta como meio de transporte no Brasil, pelo menos em São Paulo, tem que amarrar a magrela no poste por falta de um lugar descente. Enquanto isso no Japão…
O Estado de São Paulo publicou hoje uma matéria sobre o filme Plastic City, que está sendo rodado em diversas locações em São Paulo e será a primeira produção cinematográfica Brasil-China-Japão.
O protagonista do filme será Odajeri Joe, um dos maiores astros do Japão nos dias de hoje. Joe interpretará um japonês adotado por um imigrate chinês que se tornou chefão da máfia no Brasil. A direção é de Yu Lik Wai, que é mais conhecido por aqui por seu trabalho como fotógrafo nos filmes de Jia Zhang Ke, com quem abriu a produtora Xtream Pictures. A parte nacional da produção está a cargo da Gullane Filmes.
Nesse dia da Terra, aproveitamos pra entrar no assunto já que o Greenpeace está com duas campanhas com um interesse orientalista. Primeiro vamos chamar atenção para o pouco conhecido problema da devastaçao das florestas da indonésia por parte de produtores de Oleo de Palmito, ingrediente vital para os produtos Dove (da gigante Unilever). Há uma carta aberta disponível para assinatura no site pedindo à Dove que pare de usar esses fornecedores.
A outra campanha faz um trocadilho com a marca “Canon” e seu significado em inglês, “canhão”, dizendo que é melhor atirar em baleias com um canhão do que com um arpão. E conclama os internautas a fazerem um pedido ao CEO da Canon. Uma empresa japonesa que se atrela à causas ambientais e desde 1981 mantém uma campanha nesse sentido na National Geographic. Eles pedem que a empresa assuma de vez sua posição como defensora da natureza e tome uma atitude prática. A matança de baleias é subsidiada pelo governo japonês sob o pretesto de pesquisa científica, mas há acusações de que isso é apenas uma desculpa para satisfazer as estravagâncias de uma elite.
O que eu gostei nas duas campanhas é que elas não apenas gritam “façam isso”, mas explicam os motivos para fazer. E toma a atitude madura de não clamar por um boicote aos produtos japoneses ou da Unilever. Pedem que os consumidores, ou não, façam um pedido genuino de ação, os une em uma única grande voz, e apresenta-a aos devidos ouvidos.
Saiu mais um OrientalizeCast, agora apresentando artistas de J-Rock. Pra quem não conhece esse estilo musical fenomenal é uma ótima introdução. Pareço mais sério do que na vida real, mas ficar falando bobagem sozinho é meio estranho.
Os artistas apresentados são Asian Kung Fu Generation, Judy & Mary, Yuki, Mean Machine, Seagull Screaming Kiss Her Kiss Her e Puffy. Cuspo algumas informações e apresento trechos de algumas músicas pra dar um gostinho.
Além do cast, cacei no YouTube alguns clipes das bandas apresentadas. Não consegui tudo, mas já dá pra se divertir. Repare como o vocalista do Asian Kung Fu Generation é nerd, praticamente um Rivers Cuomo japonês. E o detalhe da pena de pavão na sombrancelha da Yuki é genial. Atenção às crianças: O clipe da Yuki é altamente sensual e foi “flagueado” pelos convservadores usuários do YouTube como impróprio para menores.