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Chegamos na Coréia do Norte, e na Feed-se

Tuesday, April 1st, 2008

É com grande prazer que anuncio a participação do Orientalize na novíssima revista Feed-se. Apelidade de “o primeiro agregador de feeds off-line do Brasil”, foi organizada por um grupo de blogueiros durante o BlogCamp 2007. E a idéia veio muito a calhar com uma viagem que estava há longo arquitetando.

Em razão da revista não mencionei a respeito da viagem até agora, em seu lançamento. Pois então, aproveitando uns contatos que tenho na Coréia do Sul, que por sua vez possuem parentes na Coréia do Norte, fiz uma breve, porém inesquecível visita à Pyongyang, a capital do pais de Kim Jong-Il.

Como estava “entre empregos”, acreditei que seria um bom momento para visitar esse inusitado lugar, sobre o qual sempre tive curiosidade. Não foi fácil: visto burocrático, viagem para a Coréia do Sul com escala em Pequim, e depois pegar a Estrada da Reunificação cruzando a Zona Desmilitarizada até chegar ao destino final.

Vocês poderão conferir tudo na edição de estréia da Feed-se, na matéria Páscoa em Pyongyang. Infelizmente não é permitido publicar nada sobre a Coréia do Norte exceto ser jornalistas convidados pelo governo, o que obviamente não é meu caso. Ou seja: Foi literalmente uma visita única, provavelmente jamais receberei visto para visitar a Coréia do Norte de novo.

 


Entrada de Pyongyang, na Estrada da Reunificação.


Direto da Gráfica!

Veja aqui meus companheiros nessa empreitada física:

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自由 para todos

Sunday, March 30th, 2008

Graças à um post da nossa querida Ladybug, caí no site dos Repórteres Sem Fronteiras. Que tem uma área do site dedicada especialmente à Beijing 2008. Uma das novidades não é uma notícia do que está se passando na China ou no Tibete, mas sim um chamado para uma forma singela de protesto.

Todos aqueles que atenderão ao evento, sejam atletas, espectadores ou repórteres estão convidados a usarem uma “Freedom Badge”. Nada mais é que um simples adesivo ou botton redondo com a palavra liberdade em Chinês nas cores do símbolo olímpico.

 

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Olimpíadas em uma China (des)unida

Tuesday, March 25th, 2008

WikipediaAgora que as olimpíadas estão logo na esquina, o papo quente nada tem a ver com esporte, e sim política e religião. Ou seja, vamos pisar em ovos (centenários). Os protestos no Tibete e a violência associada a eles têm ganhado bastante destaque na mídia internacional (leia-se: fora da China) e sequer mencionar isso por aqui seria um ato de completa negação.

O Tibete na verdade verdadeira, teve muito pouco tempo como um estado plenamente independente, a região já foi capital de um império e depois trocou de mãos inúmeras vezes. O início da ocupação do Tibete pela China se deu antes mesmo da formação do governo comunista; durante os últimos suspiros da dinastia Qing.

Quando a República da China foi estabelecida, as tropas imperiais no território tibetano picaram a mula, abrindo caminho para a volta do 13º Dalai Lama. Até 1950 as relações entre os dois países eram complexas, com indianos e britânicos sempre metendo o bedelho e diferentes tratados sendo elaborados e nenhum tendo reconhecimento pleno por quaisquer das partes.

Para encurtar a história, a raiz do conflito atual está na ocupação plena do Tibete pelo Exército de Libertação Chinês em 1950 (que curiosamente chamava a missão de “libertar o Tibete”), durante a presença do décimo-terceiro, e atual, Dalai Lama. O pais estava auto-suficiente apenas desde 1913. A ocupação do território foi lenta, com o exército parando e tentando conquistar os corações dos tibetanos ensinando preceitos socialistas e dando dinheiro, e enviando ex-prisioneiros ao Dalai Lama para efetivar a libertação/rendição do Tibete.

O tratamento humanitário provido pelo ELC fez com que a ONU não se preocupasse com a questão. Nas palavras do próprio Dalai Lama:

“Os chineses foram muito disciplinados. Eles eram como os soldados britânicos (em 1904). Até melhores que os britânicos, porque eles distribuiam dinheiro (a aldeões e líderes locais). Assim eles cuidadosamente planejaram.”
Thomas Laird, The Story of Tibet: Conversations with the Dalai Lama, pp. 301-307

Pressionado, o governo tibetano acabou assinando um acordo que integrava o Tibete plenamente à República Popular da China em 1951. É preciso entender que o país tinha uma estrutura sócio-política muito particular, feudal eu diria, em que a maior parte da terra pertencia à monastérios e aristocratas, e presos a ela havia uma sub-classe de servos. O argumento do governo chinês era que essa era uma condição inaceitável que impedia o desenvolvimento da sociedade tibetana. Quando da ocupação pelo ELC houve promessas da China em manter os direitos dos aristocratas, mas na prática apenas a região de Lhasa teve esse privilégio. As outras províncias foram tratadas como qualquer outro território chinês, ou seja, redistribuição de terra na marra. Foi então que protestos começaram a ocorrer e a partir daí casos de violência, abusos, assassinatos e exílios (incluindo do próprio Dalai Lama, que fugiu para a Índia).

Mais da metade do território histórico do Tibete foi incorporado à outras províncias chinesas. O restante - que inclui Lhasa - é chamado pelo governo Chinês de “Região Autônoma do Tibete” e iguala essa região menor ao Tibete original.

Realisticamente falando, um retorno ao esquema feudal é impossível. O Dalai Lama disse em uma entrevista que “estamos dispostos a ser parte da República Popular Chinesa, para que ela governe e garanta a preservação de nossa cultura, espiritualidade e meio-ambiente Tibetanos.” (Spencer, Richard. Tibet ready to sacrifice sovereignty, says leader“, The Daily Telegraph, 2005-03-15.), uma declaração não necessariamente popular entre os tibetanos. Da mesma maneira que um retorno ao Maoismo (que conquistou o Tibete) é impossível.

O Dalai Lama chama o controle chinês de Massacre Cultural pois, apesar dos bilhões gastos em educação e infra-estrutura na região, a China também reprimiu a voz dos tibetanos e populou o Tibete com chineses de outras etnias, que curiosamente costumam se beneficiar mais das ações do governo chinês do que os próprios tibetanos. O drama do país é que seu povo se tornou estrangeiro em sua própria terra. Além da indignação gerada pela redistribuição de terra e outras reformas sociais, a China também tenta minar a autoridade religiosa do Governo Tibetano Exilado: Em 1989 o 10º Panchen Lama morreu inesperadamente, e mais inesperadamente ainda o 11º, então uma criança, desapareceu, seu paradeiro até hoje é desconhecido.

O núcleo da questão está na falta de liberdade individual na China como um todo. O Tibete está em destaque e é uma forma mais rápida de perceber isso (para aqueles que não eram vivos na época do Massacre na Praça da Paz Celestial.) Na China você é livre para ter, comer e trabalhar, não para falar.

Sendo um país de filosofia (teoricamente) comunista, a questão religiosa é delicada. Mas liberdade de expressão e de religião caminham juntas, enquanto a China não afrouxar o controle à informação dentro de seu território, o resto do mundo continuará metendo a boca.

A tocha com certeza passará pelo Tibete, nem que seja escoltada por fuzis. Mas essa imagem, nos jogos da confraternização, não pegará bem para a China, que já sofre muitas críticas não apenas pela falta de liberdade de expressão, mas também pela violência como tem tratado os protestos (OK, um reflexo) e também pelo crescimento desenfreado de sua industria, que causa danos enormes ao meio-ambiente e está criando um sério problema de distribuição de renda.

Desagregar o Tibete da China não é uma opção para o governo, não aos olhos deles. Isoladamente perder o território não seria um grande dano, mas a reação em cadeia custaria caro culturalmente, politicamente, econômicamente e militarmente. Poderia culminar na morte do Dragão. Uma solução realista para as Olimpíadas seria o governo chinês, em conjunto com oDalai Lama, estabelecer um tipo de meio-termo com o povo tibetano e clamar por um “armistício” nos protestos e discutir a questão após os jogos.

Protest Beijing 2008

Aprenda mais sobre o Tibete e a China na Wikipedia (em inglês):
Tibet
Tibet Autonomous Region

14º Dalai Lama
Panchen Lama


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Ajinomoto, o quinto e misterioso sabor

Monday, March 17th, 2008


Sou a única pessoa da minha casa que realmente aprecia o uso de Aji-no-moto. E demorou até que eu entendesse a magia por trás desse “realçador de sabor”. Não o uso compulsivamente, mas sou o responsável óbvio pela circulação do produto em meu lar, experimentando-o em carnes, arroz, feijão, legumes, pipoca e tudo o mais que der vontade.

photo by shibainu

O que é Aji-no-moto?
Com um sabor teoricamente indefinível, a Ajinomoto já marquetou seu produto como “o quinto sabor”, aquele que não é doce, azedo, amargo ou salgado, é simplesmente Aji-no-moto. Realisticamente falando ele é claramente um salgado adocicado um pouco azedinho. Mas afinal, o que é Aji-no-moto?

É na verdade o nome de marca de um composto químico chamado Glutamato Monossódico, um realçador de sabor produzido por diversas companhias, dentre as quais Ajinomoto é a líder. E é preciso diferenciar a marca Ajinomoto - uma companhia multi-setorizada responsável por outros produtos como Hondashi, Sazon, Mid-Sugar e FIT - do produto Aji-no-moto, o já mencionado realçador de sabor.

Umami (旨み - em japonês) ou xiānwèi (鮮味 - em chinês) seria o nome desse quinto sabor, que significa surpreendentemente “saboroso”. O umami foi isolado no Glutamato Monossódico a parti de algas e daí surgiu o produto e a companhia Ajinomoto. Presente no mundo todo, no Brasil o glutamato é derivado de cana-de-açucar, mas a companhia já enfrentou controvérsias quanto a fabricação do produto na Indonésia (de maioria muçulmana) quando descobriu-se que uma enzima suína era usada no processo. Para nós reles consumidores fica difícil saber o quanto confiar quando na embalagem o único ingrediente listado é o Glutamato Monossódico.

Questão de Saúde
Essa não é a única controvérsia em torno do Glutamato Monossódico, que já atraiu a atenção de agências reguladoras nos EUA, Europa e Austrália. A mais importante delas é a chamada “Síndrome do Restaurante Chinês”.

Em 1968, um artigo no New England Journal of Medicine por Ho Man Kwok apontava certos sintomas após o consumo de comida chinesa, entre eles: Dormência na nuca irradiando para ambos os braços e para as costas, fraqueza generalizada e palpitações. Eles duravam até duas horas depois do consumo de pratos chineses, em especial culinária do norte da China. Aparentemente isso criou um certo susto na época, manchando a reputação da culinária chinesa, mas nenhuma pesquisa foi capaz de encontrar tais sintomas ou outros efeitos colaterais em uma parcela significativa da população.

Apesar desses sustos e outras lendas urbanas acerca de efeitos colaterais por consumo de Aji-no-moto, é um alimento perfeitamente seguro consumido por japoneses e brasileiros há muito tempo. Na verdade, você ficaria surpreso em saber a quantidade de alimentos que consumimos que possuem Glutamato Monossódico, na forma natural ou isolado industrialmente. Eis aqui alguns exemplos:

  • Sopas enlatadas (como as famosas Campbell)
  • Tempero de macarrão instantâneo
  • Salgadinhos industrializados (inclusive aquele novo molho “Dippas” da Elma Chips)
  • Algas Marinhas
  • Cana de Açucar
  • Diversas frutas

E obviamente, muitos outros produtos da companhia Ajinomoto, expecialmente os temperos, levam glutamato na composição.

Entretanto determinados indivíduos podem apresentar sintomas da Sindrome do Restaurante Chinês e devem estar atentos se têm alguma reação adversa ao consumo de Glutamato Monossódico. Da mesma maneira que todos devemos prestar atenção se somos alérgicos a camarão.

Consultei um Bioquímico e uma Farmacóloga que preferem permanecer anônimos e me informaram que as informações disponíveis sobre o assunto na internet são confiáveis e suficientes. Não há estudos que apontem qualquer efeito grave causado pelo consumo de Glutamato Monossódico. Também entrei em contato com o SAC da Ajinomoto e disponibilizei o áudio em nosso primeiro OrientalizeCast (veja lá em cima), cordialmente substitui o tempo de espera pelo som de gongos.

Diversão?

Mas não estamos aqui só para encher a pança, mas também usar a cabeça e nos divertirmos. Pois existe um jogo da Ajinomoto! Chama-se Motoko-chan no Wonder Kitchen, lançado para o Super Famicon / Super Nintendo. Eu esperava algo no estilo Cooking Mama, o jogo que plantou minha paixão definitiva pelo Nintendo DS. Mas não, devo dizer que é uma chatisse, ainda mais para quem não lê japonês como eu.

Você começa numa bizarra cozinha, onde pimentas (?) se transformam em gnomos ladrões de legumes; e ao entrar no armário é transportado ao quarto de uma bruxa, com a qual joga um estranho jogo-da-velha avançado e depois rouba sua vassoura. Além disso, no congelador você vai parar em um navio pirata, que te dá uma lição sobre a história da maionese e te leva até uma estranha ilha, ponto no qual eu simplesmente desisti de jogar.

O jogo na verdade foi criado para promover a maionese da Ajinomoto, que é o personagem/ingrediente principal da história. Se quiser se aventurar, você pode encontrar o ROM para Super Nintendo aqui. Para os medrosos (ou pessoas de bom senso) alguns screencaps:

Motoko-chan no Wonder KitchenMotoko-chan no Wonder Kitchen
Motoko-chan no Wonder KitchenMotoko-chan no Wonder Kitchen

Realce o sabor

Apesar da aversão de alguns, e dos tolos boatos de insalubridade, ainda aprecio aji-no-moto e pretendo continuar usando-o em minha alimentação. Mesmo que decidisse não mais consumir, teria um sério problema já que ele é encontrado em inúmeros produtos orientais ou não e com certeza é utilizado por chefs de culinária asiática.

Fontes
Yahoo! Perguntas (teorias da conspiração sobre o produto)
Yahoo! Perguntas (mais teorias da conspiração)
Site Oficial Ajinomoto
Wikipedia: Glutamic Aci (Inglês)
Wikipedia: Glutamato Monossódico (Inglês)
Wikipedia: Ajinomoto (Inglês)

Wikipédia: Sal

Este artigo faz parte da Blogagem Inédita organizada pelo InterNey.

 
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Cem anos de japonesas no Brasil

Sunday, March 16th, 2008

Autor: Franklin Ruão
e-mail: franklin@tigra.com.br

De vez em quando iremos publicar textos de autores que não são parte integral da equipe Orientalize. Como foi dito no post inaugural, um dos pontos de partida do Orientalize foi o texto de Franklin Ruão veiculado originalmente no blog Na Minha Rolleiflex, do jornalista Alexandre Carvalho dos Santos. Como forma de agradecimento pela inspiração, decidimos chamá-lo a republicar o texto aqui como nosso primeiro autor convidado. Para quem ainda não leu esse ótimo artigo, eis a chance.

—–

No dia 18 de junho de 2008, será comemorado o Centenário da Imigração Japonesa no Brasil. Os veículos de comunicação já estão apresentando matérias alusivas ao evento e até o final do ano vamos presenciar um festival de clichês mostrando as diferenças culturais entre os dois povos, os sacrifícios enfrentados pelos primeiros imigrantes, reportagens especiais feitas no Japão evidenciando o país como um paradoxo entre o passado e o futuro, etc.
Tudo isso me incomoda profundamente, pois acredito que a complexidade da alma do povo japonês não possa ser resumida dessa forma, assim como matérias mostrando o Brasil como um país “cartão-postal” também não traduzem a realidade daqueles que nasceram e foram criados aqui.
Poucas pessoas fora do Brasil seriam capazes de compreender plenamente como se dá a amálgama que compõe a vida e o espírito de indivíduos que foram capazes de sobreviver e algumas vezes prosperar em situações tão adversas como as que encontramos em nosso país. Mais difícil ainda explicar que essas dificuldades apresentam graduações sutis que escondem e mascaram intenções de todos os tipos.

Por acreditar nisso, não vou aplicar a mesma lógica reducionista nas comemorações dos cem anos da imigração japonesa no Brasil.
Qualquer um que deseje compreender os japoneses deve começar lendo O Crisântemo e a Espada, de Ruth Benedict, e depois Yukio Mishima.
Mishima sozinho já seria tema para milhares de páginas. Para os não familiarizados, deixo aqui a informação que este homem, apesar de alguns lapsos comportamentais, foi o único, último e verdadeiro samurai da era moderna. Enquanto isso, ditos autores e supostos “mestres” mal informados conspurcam a memória dos samurais e engordam suas contas bancarias vendendo bazófias para guiar executivos e analfabetos corporativistas pelo “caminho da espada” inventado por eles mesmos.
Nos 100 anos da imigração japonesa no Brasil, prefiro exaltar o que de melhor os japoneses sabem fazer: filhas lindas e maravilhosas.

Cica 003
Otávio Dias

As japonesas nascidas no Brasil, desde cedo precisam aprender a conviver com a atitude do homem latino-americano, dado a arroubos quando avistam mulheres protuberantes. A beleza nívea e por vezes etérea da mulher japonesa requer um olhar diferenciado, e só para este se revela em sua plenitude.
Para agravar a situação, ainda existem aqueles que assediam essas belas jovens apenas motivados por fantasias fugazes e não pelo desejo confesso e verdadeiro de desfrutar uma companhia tão especial.
No meio deste turbilhão de emoções e sentimentos conflitantes, as japonesas ainda tiveram que lidar com estereótipos diversos, a expectativa dos pais quanto à carreira acadêmica, comparações com os irmãos e a manutenção de suas tradições. Com certeza, as japonesas não foram as únicas a lidar com esses problemas, mas resolveram tudo com esmero e agora desfilam realizadas neste centenário. Nas universidades públicas (ou particulares), elas estão presentes para a felicidade dos estudantes que podem dividir as salas de aula com elas. Nos trens do metrô, indo para o trabalho, caminhando despretensiosas pelas ruas, calçando chinelos, com suas mochilas repletas de chaveiros de bichinhos, atuando como dentistas, economistas, advogadas, bancárias, no serviço público, nas grandes corporações, nos hotéis, nas lojas, emprestando seu charme internacional para diversas empresas, elas são as mulheres mais bonitas que existem.
Na mídia, esse domínio fica evidente a cada novo lançamento cinematográfico ou em qualquer uma das comentadas séries da televisão norte-americana; no Brasil, essa realidade desponta tímida e equivocadamente, enquanto as luzes se voltam para Daniele Suzuki, prefiro destacar Giovanna Tominaga, essa sim uma verdadeira representante da beleza da mulher japonesa.

Mas de todas essas beldades nipônicas que nos presenteiam diariamente com sua presença, nenhum esforço foi tão louvável quanto o da seleção brasileira de softball que disputou os Jogos Pan-americanos em 2007, no Rio de Janeiro.
Com o intuito de divulgar o esporte que praticam, essas ousadas jogadoras de softball fizeram muito mais do que um ensaio fotográfico: redefiniram a sensualidade da mulher japonesa no Brasil.

Vivian 001
Otávio Dias

A iniciativa dessas garotas evoca o talento pioneiro de Rosa Miyake, do programa ícone “Imagens do Japão”. Elas mostraram uma beleza natural, não adulterada por plásticas e silicone; são verdadeiras e você tem certeza que pode acabar encontrando com elas em algum lugar. Muito antes das comemorações do centenário da imigração, essas meninas mostraram do que as japonesas são capazes.

Doutora em Farmácia e cartunista, a franco-oriental Chenda Kuhn atende pelo pseudônimo de Aurélia Aurita. Ela escreveu e desenhou o álbum Morango e Chocolate, em que descreve seu relacionamento com o cartunista francês que vive no Japão, Frédéric Boilet. O infame francês decidiu construir sua carreira abusando da ingenuidade das moças do Japão, prometendo notoriedade para aspirantes a celebridades e criando álbuns a partir de relacionamentos que disse ter. Aurélia, buscando ascender na carreira, foi mais uma vítima desse farsante e, apesar da sua sensibilidade, comete o terrível erro ao afirmar que Boilet “louvou a mulher japonesa” nos seus trabalhos. Aurélia realmente tem muito que aprender com as atletas japonesas da seleção brasileira de softball.

O que muitos temem, eu digo sem hesitar: as japonesas são mulheres que vivem intensamente sua sensualidade e feminilidade; apenas homens que não tenham sua autoconfiança danificada conseguirão viver essa simbiose com a mulher japonesa.

Muitos não compactuam com minhas palavras e fico feliz em saber que suas mãos impuras nunca tocarão no verdadeiro legado que os imigrantes japoneses trouxeram para o Brasil há cem anos.

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Pimenta

Sunday, March 16th, 2008

Este é meu primeiro post aqui no blog, ainda estou pensando o que vou falar, mas quero escrever coisas relevantes sobre esta cultura que aprendo um pouco por dia. Neste post vou falar sobre comida, especificamente sobre pimenta.

A culinária coreana é famosa por ser apimentada, a pimenta é base de muitos pratos, mas só quando você conhece um coreano que come pizza com pimenta entende o quanto este tempero é parte da cultura.

Existe uma pasta de pimenta para comer com alface, pepino ou com outro acompanhamento que preferir. O sabor é diferente, meio adocicado, mas é bastante apimentado.Vai encarar?

Pimenta Fermentada Pimenta Fermentada 2

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