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Começou!

Saturday, June 14th, 2008

foto por Renata Miyagusku

Estive hoje na Semana Cultural Brasil-Japão no Anhembi. Ao entrar há uma quebra sensorial por corredores coberto de pano branco e carpete, e depois um novo mundo se abre. Exposições de origamis[bb] inspirado em carnaval, stands da Hello Kitty, da Rádio Banzai, diversas pipas e pôsteres de anime estão logo de cara depois desse transporte.

Além disso, há o stand da NEC, a fabricante do robô misterioso, o Papero. Com o qual é possível interagir em horários específicos. Infelizmente em minha visita, por algum misterioso motivo apenas as crianças puderam brincar com o simpático robô. No caso ele falava e compreendia apenas japonês[bb], com alguns comandos e brincadeiras em portugues (incluindo “pedala robinho”). Mesmo assim, algo interessante não só pela tecnologia mas também pelas reações das crianças.

Do lado de fora, uma praça de alimentação composta de um único restaurante e uma lanchonete. Bastante confusos por sinal. Os ingredientes iam acabando conforme você esperava o seu pedido, e um sashimi[bb] de peixes variados acabou se tornando apenas salmão. Depois disso na lanchonete a queda de fases na energia inutilizou as máquinas de espresso.

Um tatame serviu de palco para uma inserção de Marcos Canuto para o SPTV e depois para uma apresentação de Kendo e Bodo. A qual era possivel assistir em pufes prateados em forma de nuvem. Ao final o público foi convidado a dar umas espadadas na cabeça dos bem protegidos praticantes dessa belíssima arte marcial. Além disso há uma casa de chá onde ocorre a cerimônia, mas não tive a oportunidade de testemunhar. Além do chá, perdi a apresentação de Taiko e a de Aikido, infelizmente. Mas em compensação a exposição de bonecas no mezanino é bastante impressionante.

O público estava na medida certa, muitas famílias, nenhum grupo de amigos barulhentos e um número bem equilibrado de pessoas. Além das atrações mencionadas há várias outras espalhadas em diversas salas e stands. Há que ter tempo para ver tudo.

O evento peca pela parca sinalização e a distância do estacionamento oficial, que com certeza ficará disputado quando a feria têxtil programada para essa semana começar. Há também o problema da bizarra trilha sonora escolhida para a área externa, que de japonesa não tem nada além de ser ruim de doer, melhor tomar uma espadada na cabeça.

Serviço:
Semana Cultural Brasil-Japão
Data: 14 a 22 de junho de 2008, de 9h às 21h
Local: Centro de Convenções do Anhembi e Auditório Elis Regina / São Paulo
Av. Olavo Fontoura, 1209
Entrada gratuita

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O Centenário é agora

Friday, June 13th, 2008

Para todos aqueles que ainda não conferiram nada da programação no Ano do Centenário[bb] a chance apoteótica é agora. Começa hoje, num evento contando com as ilustres presenças de Hello Kitty e Mônica, a Semana do Centenário.

A programação variadíssima conta com workshops, apresentações, shows, exposições e além. O ápice será no dia 21, com a presença do príncipe herdeiro do Japão, Naruhito.

Confiram todos os detalhes aqui e aqui. Apesar do site ser bem limpo e organizado, algumas informações específicas são difíceis de achar, eu por exemplo não achei nada sobre esses robôs que ilustram o site e se eles irão estar expostos em algum lugar.

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Suplementos para gamers

Thursday, April 10th, 2008

Acabam de ser lançadas no Japão pilulas direcionadas aos gamers, a Game Suppli. O objetivo é ajudar aqueles que passam muito tempo jogando. O lançamento traz dois produtos: A Blue Berry, para aliviar os olhos depois de longas seções, e a DHA, para aumentar sua atenção durante as seções.

Na verdade não sei bem como classificar essas pílulas. Vitaminas, suplementos ou estimulantes? Provavelmente não passam de balinhas inócuas, nada que não seja substituído por um bom café e colírio.

De qualquer maneira, se continuar assim possivelmente campeonatos de games terão que incluir testes anti-dopping. Apesar de ser um produto japonês, imagino que essas pílulas, e produtos similares, farão um grande sucesso na Coréia do Sul, onde os games são levados à sério e campeões viram celebridades.

Se quiserem comprar, eis o link.

Via Reuters e Gizmodo.

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Chegamos na Coréia do Norte, e na Feed-se

Tuesday, April 1st, 2008

É com grande prazer que anuncio a participação do Orientalize na novíssima revista Feed-se. Apelidade de “o primeiro agregador de feeds off-line do Brasil”, foi organizada por um grupo de blogueiros durante o BlogCamp 2007. E a idéia veio muito a calhar com uma viagem que estava há longo arquitetando.

Em razão da revista não mencionei a respeito da viagem até agora, em seu lançamento. Pois então, aproveitando uns contatos que tenho na Coréia do Sul, que por sua vez possuem parentes na Coréia do Norte, fiz uma breve, porém inesquecível visita à Pyongyang, a capital do pais de Kim Jong-Il.

Como estava “entre empregos”, acreditei que seria um bom momento para visitar esse inusitado lugar, sobre o qual sempre tive curiosidade. Não foi fácil: visto burocrático, viagem para a Coréia do Sul com escala em Pequim, e depois pegar a Estrada da Reunificação cruzando a Zona Desmilitarizada até chegar ao destino final.

Vocês poderão conferir tudo na edição de estréia da Feed-se, na matéria Páscoa em Pyongyang. Infelizmente não é permitido publicar nada sobre a Coréia do Norte exceto ser jornalistas convidados pelo governo, o que obviamente não é meu caso. Ou seja: Foi literalmente uma visita única, provavelmente jamais receberei visto para visitar a Coréia do Norte de novo.

 


Entrada de Pyongyang, na Estrada da Reunificação.


Direto da Gráfica!

Veja aqui meus companheiros nessa empreitada física:

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Melodia no Asfalto

Thursday, March 27th, 2008

Você mora no Japão? O som do seu carro está quebrado?! Seus problemas acabaram! Para aqueles que freqüentam as regiões de Hokkaido, Wakayama e Gunma agora é possível ouvir agradáveis melodias geradas pelo atrito do asfalto com os pneus do carro. São as chamadas “Melody Roads”, onde sulcos calculados na pista produzem melodias ao entrar em contato com seu carro.

clique para ampliarEu havia ouvido algo a respeito disso há alguns meses, e agora é realidade. Para apreciar o som, recomenda-se andar numa velocidade de 40 km/h com os vidros fechados. Não é exatamente a Filarmônica de Tóquio (como você pode conferir no vídeo abaixo) , lembra até um MIDI, mas a curiosidade vale a pena. O único problema é para aqueles que não querem interferências em sua própria programação musical.

Mas não consigo deixar de ver algo de útil na idéia: Manter motoristas acordados. O susto que deve dar isso para os mais desatentos deve ser ótimo, mas acho que vai ser difícil alguém não reparar nessas enormes notas musicais pintadas. Também gostaria de ver como seria a experiência em uma bicicleta ou moto.

Via Deputy Dog e Food for Thought.

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Um refúgio japonês na Brigadeiro

Friday, March 14th, 2008

 

waka_01

Sempre tive um problema com pessoas que acreditam que comida japonesa=sushi. E que se forem ao Japão irão se esbaldar em um constante rodízio dessa iguaria. O que é na verdade uma grande bobagem.

Da mesma forma que não consumimos apenas feijoada com caipirinha, japoneses não vivem de sushi com saquê. Quando falamos “vamos comer um japa” automaticamente está inserido o sushi, e se no grupo há alguém que não gosta (ou não pode) comer peixe cru, a pessoa se limita a pedir um yakissoba ou no máximo dos máximos um tempurá. Muitos sequer sabem o que é guioza.

Pois bem, adoro explorar justamente outros aspectos da culinária nipônica, já que sushi eu já acho (literalmente) na esquina da minha casa. Um ótimo exemplo e ponto de partida é o teishoku do Restaurante Waka.

Localizado nos fundos de uma galeria na Brigadeiro, o Waka é um verdadeiro achado culinário em São Paulo. O cardápio fica na parede, um grande escrito em japonês, e um em português bem menor. Quem entra é recebido pela enigmática dona Maria com um enfático “ogenki desu ka” e/ou “konbanwa”. Mas não é preciso ler nenhum dos cardápios, basta perguntar o que tem de bom hoje.

A entrada do lugar nos faz sentir em uma cena de Blade Runner em Kyoto. Um longo balcão de madeira maciça separa os clientes de uma série de calendários peculiares, alguns dignos de oficinas mecânicas, enquanto que no segundo andar é possível sentar-se numa mesa sobre o tatame - coisa que em restaurantes como Nakombi é preciso reservar.

Há outros pratos além do teishoku, todos igualmente bem encorpados, que são ordenados à cozinha em uma mistura de japonês e português. Em minha última visita o teishoku saía por apenas 15 reais. Ele é básicamente um PF japonês, composto por:

  • Sashimi (geralmente de Atum)
  • Atum assado (feito pela própria casa, nada enlatado)
  • Sardinha na brasa ou Salmão assado
  • Bolinho de carne ou Frango empanado
  • Salada de conservas
  • Tofu
  • Misoshiru
  • Gohan

E ainda há chá verde (quente) à vontade. Pessoalmente prefiro o atum assado e o frango, e mal como a tal salada. Apesar do chá à vontade, é difícil ficar bebendo coisa quente com comida desse tipo, considerando que eles comem no café da manhã o mesmo que nas outras refeições acredito que os japoneses tenham dominado essa arte, eu não. O visual do lugar e a natureza da comida (ir pegando de vários pratinhos) convidam muito bem uma cerveja.

Para acompanhar, shoyu e um molho peculiar grosso, que lembra o teriyaki, mas com um toque diferente. Um detalhe que parece estar entrando em desuso nos restaurantes japoneses que freqüento é o paninho quente para limpar as mãos, que está presente aqui.

Além desse desbunde de comida e decoração pitoresca, dona Maria é uma atração à parte. Uma senhora descendente de japoneses (descobri que ela é de Ribeirão Preto), tem aquela personalidade forte que esperamos de bachans tradicionais misturada a uma curiosidade que a tornam ao mesmo tempo simpática e severa. Quieta em seu canto, ela espera o momento certo para entrar nas conversas dos clientes, nas diversas visitas que fiz ela já contou causos de suas viagens, de sua terra (Ribeirão Preto, não Japão) e já deu bronca em uma amiga minha por comer mal.

Se está cansado de restaurantes japoneses ultra-modernos e super assépticos, ou quer experimentar outras coisas além de sushi, Waka é o lugar para isso. Ah, não se assuste se for à noite e a galeria estiver fechada, basta tocar o interfone.

Endereço (mapa):
Av. Brigadeiro Luiz Antonio, 2050 - Loja 15
Tel: (11) 3191-0280

www.flickr.com

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