Arquivos por ‘resenha’ Categoria

A Múmia - Tumba do Imperador Dragão

Friday, August 8th, 2008

Quando digo que gosto de “A Múmia[bb]“, muitos concordam, mas a maioria torce o nariz. “O Retorno da Múmia[bb]” foi uma decepção, embora tivesse seqüências de ação mais monumentais, elas duravam pouco, eram muitas, e para acomodá-las metade do carisma que havia no primeiro foi jogado fora.

O tempo passou e decidi assistir à Múmia 3, também conhecida como “A Múmia - Tumba do Imperador Dragão”. Ao contrário de filmes como Hancock, Wall-E e Batman[bb], ou mesmo as duas primeiras Múmias, esse não fez tanto barulho. E é compreensível. É um filme completamente insoso. Não tem o mencionado carisma do primeiro, nem o exagero descarado do segundo.

Aproveitando-se da onda chinesa atual, o filme se passa lá, e o único elemento dos originais é a família O’Connel. Ou seja, nada de Ardeth Bey, meu personagem preferido. Além disso, nem Rachel Weisz retornou, tendo em seu lugar Maria Bello no mesmo papel, que embora eu goste como atriz, nesse filme está deplorável.

O tal Imperador Dragão volta à vida pelas mãos de um amalucado general chinês do pós-guerra, e para impedí-lo de retomar todo o seu poder, que inclui o exército de terracota, a família de aventureiros tem a ajuda de duas chinesas (uma delas interpretada pela sempre sensacional Michelle Yeoh). Os problemas no roteiro são muitos, seria embaraçoso mencionar, mas o mais grave de todos é que o tal Imperador já acorda com bastante poderes, o único que ele adquire ao longo do filme é o de ter pele e se transformar em criaturas inúteis.

Além disso, o problema fundamental é que a família O’Connel na verdade não faz parte da “história” que está sendo “contada”; eles são coadjuvantes na história que é na verdade da personagem de Yeoh. Não estou exagerando, qualquer outro personagem poderia estar ali no lugar deles, todas as decisões importantes cabem a outros personagens.

Para não gastar tempo falando de fotografia, edição, trilha sonora e efeitos, vou falar numa tacada só: Mecânico. Não há fluidez alguma, mesmo nas atuações, o filme parece ter sido criado por robôs (sem ofensas à Wall-E). Tudo é compartimentado: Momento de estabelecer personagem, momento (não tão) engraçado, momento de ação e por aí vai. Além disso tudo, as faces na areia e a transformação do Imperador no dragão são ótimos exemplos de como não se usar efeitos especiais. Vale também mencionar as pedras de isopor dignas do Chapolin depois da avalanche.

Não me levem a mal, não é uma bomba nauseante, mas também não é algo que eu me orgulhe de ter ido assistir. Isso tudo é o que se ganha ao ver um filme de Rob Cohen. Um cara que claramente sonha em ser Michael Bay mas não sabe usar tomadas de por do sol o suficiente.

A História por trás do filme

É uma pena mesmo que o filme seja tão fraco. A história real do exército de terracota é fascinante por si só, tanto quanto as pirâmides do Egito. Eles foram encontrados por cavadores de poços nos anos 70, e de fato formam um exército bastante detalhado diante da tumba do imperador. E não qualquer imperador, mas o Primeiro Imperador, Qin Shi Huang.

Rei de Qin, ele foi responsável pela unificação da China. Frequentemente representado como um lider impiedoso muitas de suas políticas ressoam até hoje na China. O filme indica que ele construi a Grande Muralha da China, não é o caso, embora ele tenha sim construido uma precursora dela (a Grande Muralha foi uma obra que encompassou vários imperadores).

Em um detalhe o filme acertou, ele era mesmo obcecado pela imortalidade, inclusive enviando lacaios em busca de maneiras para atingí-la. Obviamente ele fracassou, e seu medo da morte era tão grande que ele sequer discutia o assunto ou providenciou um testamento, causando uma série de problemas post-mortem.

Mas até hoje seu mausoléu não foi aberto. Ele fica próximo de onde está o exército de terracota, mas decidiu-se não abrir para manter o local intacto, ao menos por enquanto.

Para um filme de qualidade sobre o Primeiro Imperador, recomendo Heroi, também com Jet Li (mas no papel de um policial) e a belíssima Zhang Ziyi. Além de visualmente deslumbrante e ótimas lutas, o filme tem uma narrativa sensacional, e lida justamente com o papel da perspectiva e narrativa, a diferença entre fato e lembrança.

(her%F3i jet li dvd) [bb]E ao contrário do que o pôster indica, Tarantino não teve nada a ver com sua produção. Zhang Yimou é o diretor, e também o responsável pelas cerimônias de abertura e encerramento das Olimpíadas de Pequim.

Categorias resenha
Tags , , , , , , ,
No Comments »

China Menu do McDonalds

Tuesday, July 8th, 2008

Ontem fui experimentar o China Menu que o McDonalds acabou de lançar como parte do pacote de marketing das Olímpiadas de Pequim. Ele é composto de um sanduiche, sticks de arroz com legumes, Fanta Mundo China e de sobremesa Banana Caramelada com sorvete.


Imagem retirada do site do McDonald’s

Agora vamos às críticas. O sanduiche, batizado de Beijing Burger é composto de carne, molho oriental com gostinho de gengibre, alface e chop suey em um pão Beijing. Isso segundo o McDonalds. Honestamente não senti gostinho de gengibre algum, o tal pão Beijing é o pão gergelim do McDonalds acrescido de gergelins pretos. Existe também maionese, que não é mencionada na descrição oficial - cujo aspecto chinês eu questiono. O sanduiche que eu comi sofreu com o molho, liquido demais, que deixou o pão mais mole do que deveria. Além disso a alface foi colocada sem qualquer esmero e metade dela foi ao chão na minha primeira mordida.


Imagem real. Reparem no estado do sanduiche

Os sitcks de arroz com legumes são interessantes. É basicamente uma fusão do bolinho de arroz que sua mãe faz com aqueles nuggets de legumes da Sadia. Apesar da idade do óleo em que foi frito estar um pouco avançada, era gostoso, mas nada sensacional. E o molho agridoçe que acompanhava era um pouco firme demais, meio gelatinoso.

A Fanta Mundo China tem uma pegadinha diferente, de fato. Se é boa ou ruim, vai depender de cada um. Fanta costuma ser uma bebida polarizadora.


Sobremesa

A sobremesa, como era de se esperar no McDonalds, não é de fato uma banana. É massa de banana em formato abananado. Ao contrário da banana caramelada que se come em restaurantes chineses, essa parecia simplesmente empanada, praticamente uma banana à milanesa. Não havia crocância. Para tapear, há pedacinhos de caramelo crocante salpicados pelo sorvete. A maior desvantagem do doce é o despreparo da estrutura do McDonalds para servi-lo, o que demorou quase cinco minutos, algo inadimissível para um restaurante de fast-food.

Lendo minha crítica pode parecer que é uma porcaria. Mas não. É McDonalds, há que saber o que esperar. Recomendo o sanduiche, mas não faço questão dos sticks. E se não estiver com pressa, a sobremesa vale a pena.

Categorias resenha
Tags , , , , , , ,
4 Comments »

Akira - 20 anos depois

Thursday, July 3rd, 2008

Lembro-me de quando Akira saiu nos cinemas, e eu, um pirralho, estava louco para ver o tal desenho animado japonês. Não me lembro da censura na época mas qualquer pessoa sensata não deixaria menores de 14 anos assistirem a esse filme. Não apenas pelas cenas de violência e temas maduros, mas pelo simples fato de que as chances de não entender nada e ficar entediado são enormres - uns dez anos depois vi um pai tentando empurrar Akira ao filho pequeno em uma Blockbuster, e quase o avisei do erro, mas achei melhor ele quebrar a cara; o que não foi preciso, pois a criança foi mais esperta que o pai e negou.

Quando finalmente assisti, uns dois anos depois do lançamento, como todos meus amiguinhos eu fiquei maravilhado, e achava o máximo. O que ninguém tinha coragem de admitir é que ninguém entendeu patavinas. Akira foi o 2001[bb] de minha geração, aquele filme famoso, visualmente único, divisor de águas, que todo mundo gostava mesmo sem entender. Demorou muito para que eu descobrisse de fato quem era o tal de Akira, que muitos pré-adolescentes confundiam com Tetsuo ou Kaneda. Vinte anos se passaram (para mim, quase vinte) e agora temos uma edição especial em DVD. Ou eu deveria dizer, uma edição em DVD? Lançado separadamente em versões fullscreen e widescreen, a caixa metálica de edição limitada junta esses dois discos com mais algumas bugigangas (pôster, camiseta e cards). Façamos um review completo

O Pacote

A lata em si é bonita e imponente. Mas não é das mais resistentes. Da loja até o escritório ela já adquiriu alguns amassados nos vincos. Os cards são legais, se eu colecionasse cards acharia o máximo, mas como não é o caso eles ficam dentro da caixa. O pôster mostra aquela linda cena de Kaneda freando sua moto vermelha, mas vem dobrado. E a camiseta é estampada com Kaneda segurando um trabuco, estampa essa feita com um transfer simples que deixa grandes bordas “pretas” ao redor do desenho e foge de ferro quente como o diabo da cruz.

Filme

O filme em widescreen tem uma ótima qualidade se comparado com as cópias disponíveis anteriormente, e já mencionei que é widescreen? Não tenho conhecimentos técnicos o suficiente para julgar, mas apesar de ser muito bom, essa remasterização não parece estar no mesmo patamar de outros re-lançamentos como as edições especiais de Star Trek[bb] ou da trilogia original Star Wars[bb]. Assistir ao filme em si tem seus problemas. Ao selecionar a opção “filme” somos obrigados a assistir uma coletânea de propagandas anti-pirataria que são impossíveis de escapar uma vez iniciadas. Então você percebe que os personagens japoneses estão falando em inglês, e precisa mudar o áudio, mas isso não é possível através dos atalhos do DVD player[bb]. Indo ao menu e selecionando outra opção de áudio, não cometa o erro de pedir para voltar ao filme, pois você será castigado novamente com as propagandas. Para evitar essa dor de cabeça sempre entre no menu de capítulos e selecione o primeiro. A questão do audio em si é outro ponto negativo. Há a opção de inglês 2.0, inglês 5.1, japonês 2.0 e português 2.0. E só. Fiquei muito decepcionado ao descobrir que ou ouço a dublagem original, ou tenho que amargar estadounidense falando para ter aquela experiência desbaratinante do home theatre[bb]. Pesquisando um pouco acabei por descobrir que não existe uma edição em japonês com áudio 5.1. Não no mercado ocidental ao menos, o que é um desrespeito e uma prepotência.

Extras

Os extras ficam divididos entre os dois discos. O disco widescreen tem trailers e comerciais, storyboards e um glossário de termos do universo Akira. No disco fullscreen há várias entrevistas: com Katsuhiro Otomo; com os restauradores de audio e vídeo; e com os dubladores estadounidenses. Além disso há um mini-documentário sobre o filme (com um tom brincalhão) e outro sobre a produção da trilha sonora. Esses mini-documentários e a entrevista com Otomo valem os extras, mostrando a história por trás da produção e acrescentando alguns detalhes sobre o universo fictício. Senti falta de uma espécie de documentário retrospectiva, mostrando a influência cultural de Akira e o impacto do projeto nas vidas dos que participaram.

Concluindo

Hoje posso finalmente dizer que entendi o filme. Como toda boa animação japonesa[bb] ele tem um roteiro denso e personagens complexos. A trama aparentemente simples esconde diversos subtextos e temáticas. O filme discute a influência da tecnologia sobre as pessoas, delinqüência juvenil, a fragilidade da sociedade, amadurecimento pessoal e social, violência, a mecânica da corrupção, o delírio religioso, entre outras coisas, tudo com um pano de fundo budista. Além disso, tecnicamente ele rompeu com várias convenções da animação japonesa da época, como gravar as vozes antes da animação e animar quase todos os aspectos das cenas - coisas que não eram feitas para economizar tempo e dinheiro. A importância de Akira não é apenas sua qualidade como filme, mas uma conseqüência dela, pois foi o líder da segunda invasão asiática no ocidente, que estamos vivendo até hoje.

Apesar das falhas, em parte explicadas por essa ser uma versão da caixa norte-americana, essa edição de Akira vale a pena, se você se importa com extras, terá que comprar[bb] a caixa especial, pois como disse os que importam vêm com o filme fullscreen. Mas se não liga para essas informações dos bastidores, pode se ater à versão widescreen.

Categorias resenha
Tags , , , , ,
No Comments »

Quem não tem inu caça com neko

Tuesday, June 24th, 2008

Infelizmente não pude comparecer às festividades de Sábado no anhembi. Não fui um dos contemplados com ingresso e o credenciamento foi encerrado antes sequer de eu tentar essa manobra. Então acabei chupando o dedo.

Pessoalmente o evento máximo seria a apresentação de taiko, que ao julgar pelo vídeo abaixo foi mesmo sensacional. Se você também perdeu esse momento, ou quer relembrar, uma alma caridosa postou no YouTube:

Ainda para afogar a mágoa comprei duas revistas especiais do centenário. Um intitulada simplesmente “100 anos da Imigração Japonesa no brasil”[bb] da Editora Abril e uma edição especial da Made In Japan bilíngüe. Ambas mostram contam a história da imigração e como a cultura do japão achou espaço aqui no Brasil. A Made in Japan é bem didática, começando com um discurso do imperador Akihito, ela tem uma ótima linha do tempo mostrando alguns pontos chave da história dos dois países, incluindo os momentos turbulentos. O foco é a lista de elementos da cultura japonesa que estão vivos hoje no Brasil; com depoimentos de adeptos nikkeys e gaijins dos mais diversos aspectos - englobando artes marciais, ikebana, chado, religião e etc. Já a edição da Abril tem um acabamento mais caprichado e um texto introdutório bastante interessante, que dependendo do ponto de vista pode jogar um balde de água fria nos ocidentais, ou mesmo nikkeys, que abraçam a cultura japonesa (ou qualquer cultura que tenhamos importado), discutindo que o que é praticado aqui não é cultura japonesa, mas sim cultura brasileira “ajaponeizada”. O ponto alto fica por conta de um percurso de 24h pelo Brasil mostrando como a cultura nipônica está presente no dia a dia de diversas pessoas. Aliás, o site da Abril dedicado ao centenário tem um conteúdo bem interessante, altamente recomendado. Ainda, realizei um breve passeio fotográfico noturno pelas ruas da Liberdade, devidamente decoradas para o centenário. Disponível no flickr.

www.flickr.com

[UPDATE] O videocast com a MeninaQueJoga está sofrendo problemas técnicos e tive que retirar o vídeo. Espero conseguir normalizar a situação até amanhã. Contamos com sua compreensão. Grato, a gerência.

Categorias podcast, resenha
Tags , , , , , , , , , , ,
No Comments »

Começou!

Saturday, June 14th, 2008

foto por Renata Miyagusku

Estive hoje na Semana Cultural Brasil-Japão no Anhembi. Ao entrar há uma quebra sensorial por corredores coberto de pano branco e carpete, e depois um novo mundo se abre. Exposições de origamis[bb] inspirado em carnaval, stands da Hello Kitty, da Rádio Banzai, diversas pipas e pôsteres de anime estão logo de cara depois desse transporte.

Além disso, há o stand da NEC, a fabricante do robô misterioso, o Papero. Com o qual é possível interagir em horários específicos. Infelizmente em minha visita, por algum misterioso motivo apenas as crianças puderam brincar com o simpático robô. No caso ele falava e compreendia apenas japonês[bb], com alguns comandos e brincadeiras em portugues (incluindo “pedala robinho”). Mesmo assim, algo interessante não só pela tecnologia mas também pelas reações das crianças.

Do lado de fora, uma praça de alimentação composta de um único restaurante e uma lanchonete. Bastante confusos por sinal. Os ingredientes iam acabando conforme você esperava o seu pedido, e um sashimi[bb] de peixes variados acabou se tornando apenas salmão. Depois disso na lanchonete a queda de fases na energia inutilizou as máquinas de espresso.

Um tatame serviu de palco para uma inserção de Marcos Canuto para o SPTV e depois para uma apresentação de Kendo e Bodo. A qual era possivel assistir em pufes prateados em forma de nuvem. Ao final o público foi convidado a dar umas espadadas na cabeça dos bem protegidos praticantes dessa belíssima arte marcial. Além disso há uma casa de chá onde ocorre a cerimônia, mas não tive a oportunidade de testemunhar. Além do chá, perdi a apresentação de Taiko e a de Aikido, infelizmente. Mas em compensação a exposição de bonecas no mezanino é bastante impressionante.

O público estava na medida certa, muitas famílias, nenhum grupo de amigos barulhentos e um número bem equilibrado de pessoas. Além das atrações mencionadas há várias outras espalhadas em diversas salas e stands. Há que ter tempo para ver tudo.

O evento peca pela parca sinalização e a distância do estacionamento oficial, que com certeza ficará disputado quando a feria têxtil programada para essa semana começar. Há também o problema da bizarra trilha sonora escolhida para a área externa, que de japonesa não tem nada além de ser ruim de doer, melhor tomar uma espadada na cabeça.

Serviço:
Semana Cultural Brasil-Japão
Data: 14 a 22 de junho de 2008, de 9h às 21h
Local: Centro de Convenções do Anhembi e Auditório Elis Regina / São Paulo
Av. Olavo Fontoura, 1209
Entrada gratuita

Categorias agenda, guia, resenha
Tags , , , , , , ,
1 Comment »

Tigarah ao vivo no Tokiogaqui do SESC

Sunday, May 4th, 2008

Tigarah no SESC

E como foi o show da Tigarah? Em uma palavra: Engraçado. Nunca vi um caso de papel inverso tão grande quanto esse show. No palco uma japonezinha pulava, fazia poses e andava pelo palco enquanto na pista um bando de brasileiros ficava parado olhando e tirando fotos. Quem são os reis da ginga e da desinibição mesmo? Estamos todos ficando orientalizados ou é o Japão que está se ocidentalizando demais?

A produção do local era bem divertida. Basicamente um andar do SESC Paulista foi convertido numa overdose de referências ao Japão. Bonequinhos, mangás[bb], posters, lambe-lambes, painéis, máquinas de video-game e fliperama povoavam o lugar ao lado de um palco improvisado. A acústica obviamente não ajudava, mas quando vamos num show de funk não estamos preocupados com isso, estamos? Queremos ver bundas chacoalhando, letras sujas e dançarinas parcamente vestidas.

Mas não foi o caso. Tigarah é visivelmente vidrada no Brasil, até soltando um português de vez em quando no meio do inglês perfeito (cujas palavras nem sempre eram compreensíveis graças à mencionada acústica). As batidas não são exatamente de funk, mas a base da referência é clara. E as letras, bem, são em japonês[bb], e embora eu não fale a língua, já fui informado que são muito menos ofensivas do que as nossas.

O público por sua vez, estava lá para ver algo japonês. Sendo fãs de tal cultura, provavelmente se identificam com a famosa timidez natural do local. Portanto ficavam parados ou vendo o show através de suas câmeras, salvo raras excessões. Atrás de mim, um sujeito sabia quase todas as músicas de cor enquanto eu me esforçava para lembrar o refrão. Havia uma boa distribuição de asiáticos e ocidentais, mas o mérito fica com a senhora oriental de cerca de 50 anos presente e o tímido casal oriental que aparentava pra lá dos 60.

Tigarah estava obviamente feliz e não parava no palco. Afinal, estava no Brasil mostrando seu trabalho pela primeira vez. Executou as músicas perfeitamente e não se deixou abalar pela dureza de seu público, que mesmo com um palco de um palmo de altura não ousou invadir - algo que eu gostaria de fazer, mas meus acompanhantes não se empolgaram tanto.

Pouco antes do show acabar anunciou que irá retornar ao Brasil no segundo semestre e aparecer segunda-feira no programa do Jô - boa sorte, Tigarah, você vai precisar.

Ao final ela simpaticamente se misturou ao público dando autógrafos, tirando fotos (algumas com beijinho) e distribuindo botons. Tentei comunicar rapidamente sobre o Orientalize, mas creio que ela entendeu tudo errado. Para quem perdeu, fica a chance no segundo semestre e pretendo dar de presente aqui no Orientalize um autógrafo dela.

MarcoGomes nos cede este vídeo do show:

Categorias resenha
Tags , , , , , , , , , , , ,
4 Comments »

Nipovirada

Friday, May 2nd, 2008

Já passou uma semana, ou seja, passou da hora de falar do Matsuri que rolou na Virada Cultural. Pra ser honesto não fiquei muito tempo, uma horinha no máximo. Então você diz: “Mas porque? Isso não é o Orientalize! Você tinha que ficar de plantão!” Tenho três ótimos motivos:

  1. Minha companheira curte um nippon, mas não a ponto de gastar a virada toda no Matsuri
  2. Eu tinha outros planos além do Matsuri na virada
  3. Estava quente pra diabo!

A culpa do calor era o lugar extremamente apertado e sem nenhuma circulação de ar onde o evento se passou. Apesar da decoração ter sido simpática, assim como as atrações, não havia muito espaço nem para o ar, quanto mais para as pessoas circularem. As atrações que testemunhei foram:

  • Máquinas de fliperama (incluindo DDR), que ficaram desligadas durante toda minha estadia
  • Cosplayers dispersos circulavam entre a multidão. Incluindo um Luggi.
  • Caricaturas em manga.
  • Penteados, apliques e maquiagem gratuiro.
  • Telão com anime [bb]e música japonesa (inclusive um surpreendente YMCK, uma das bandas mais nóias do Japão).
  • Apresentação de Taiko

A apresentação foi muito boa. Os músicos entraram circulando entre os presentes e depois se posicionaram no palco tocando uma batucada energética digna da trilha sonora de Galactica. Depois tocaram outros estilos de música, incluindo um samba (para combinar com a idéia de Carnaval Japonês). Infelizmente o palco denunciou um outro problema do local, e grave: Ele era mais baixo que a platéia, bem mais baixo, tão baixo que eu que sou alto não consegui ver nada; só pela câmera segurada no alto ou na escada de entrada.

Resumindo: As atrações em si eram boas e podiam render uma boa noite, mas o local só atrapalhou a apreciação e o conforto dos usuários. Espero que ano que vem repitam a idéia, difícil já que o centenário é agora, e dêem um local digno, que comporte as atrações e o público com o devido respeito.

Categorias agenda, resenha
Tags , , , , , ,
No Comments »