Salvem a floresta (do) Totoro

Wednesday, July 16th, 2008

A floresta Sayama no Japão está correndo risco de ser engolida pelo crescimento urbano. Ela também é conhecida como Floresta Totoro, por ser a fonte de inspiração de Hayao Miyazaki para criar o personagem Totoro.

A Pixar juntou vários artistas de quadrinhos, animação e artes plásticas para participar de um leilão e uma exposição. O intuito, naturalmente, é levantar fundos para frear a destruição da floresta. Também é possível ajudar através de doações.

Via TokyoMango.

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Akira – 20 anos depois

Thursday, July 3rd, 2008

Lembro-me de quando Akira saiu nos cinemas, e eu, um pirralho, estava louco para ver o tal desenho animado japonês. Não me lembro da censura na época mas qualquer pessoa sensata não deixaria menores de 14 anos assistirem a esse filme. Não apenas pelas cenas de violência e temas maduros, mas pelo simples fato de que as chances de não entender nada e ficar entediado são enormres – uns dez anos depois vi um pai tentando empurrar Akira ao filho pequeno em uma Blockbuster, e quase o avisei do erro, mas achei melhor ele quebrar a cara; o que não foi preciso, pois a criança foi mais esperta que o pai e negou.

Quando finalmente assisti, uns dois anos depois do lançamento, como todos meus amiguinhos eu fiquei maravilhado, e achava o máximo. O que ninguém tinha coragem de admitir é que ninguém entendeu patavinas. Akira foi o 2001[bb] de minha geração, aquele filme famoso, visualmente único, divisor de águas, que todo mundo gostava mesmo sem entender. Demorou muito para que eu descobrisse de fato quem era o tal de Akira, que muitos pré-adolescentes confundiam com Tetsuo ou Kaneda. Vinte anos se passaram (para mim, quase vinte) e agora temos uma edição especial em DVD. Ou eu deveria dizer, uma edição em DVD? Lançado separadamente em versões fullscreen e widescreen, a caixa metálica de edição limitada junta esses dois discos com mais algumas bugigangas (pôster, camiseta e cards). Façamos um review completo

O Pacote

A lata em si é bonita e imponente. Mas não é das mais resistentes. Da loja até o escritório ela já adquiriu alguns amassados nos vincos. Os cards são legais, se eu colecionasse cards acharia o máximo, mas como não é o caso eles ficam dentro da caixa. O pôster mostra aquela linda cena de Kaneda freando sua moto vermelha, mas vem dobrado. E a camiseta é estampada com Kaneda segurando um trabuco, estampa essa feita com um transfer simples que deixa grandes bordas “pretas” ao redor do desenho e foge de ferro quente como o diabo da cruz.

Filme

O filme em widescreen tem uma ótima qualidade se comparado com as cópias disponíveis anteriormente, e já mencionei que é widescreen? Não tenho conhecimentos técnicos o suficiente para julgar, mas apesar de ser muito bom, essa remasterização não parece estar no mesmo patamar de outros re-lançamentos como as edições especiais de Star Trek[bb] ou da trilogia original Star Wars[bb]. Assistir ao filme em si tem seus problemas. Ao selecionar a opção “filme” somos obrigados a assistir uma coletânea de propagandas anti-pirataria que são impossíveis de escapar uma vez iniciadas. Então você percebe que os personagens japoneses estão falando em inglês, e precisa mudar o áudio, mas isso não é possível através dos atalhos do DVD player[bb]. Indo ao menu e selecionando outra opção de áudio, não cometa o erro de pedir para voltar ao filme, pois você será castigado novamente com as propagandas. Para evitar essa dor de cabeça sempre entre no menu de capítulos e selecione o primeiro. A questão do audio em si é outro ponto negativo. Há a opção de inglês 2.0, inglês 5.1, japonês 2.0 e português 2.0. E só. Fiquei muito decepcionado ao descobrir que ou ouço a dublagem original, ou tenho que amargar estadounidense falando para ter aquela experiência desbaratinante do home theatre[bb]. Pesquisando um pouco acabei por descobrir que não existe uma edição em japonês com áudio 5.1. Não no mercado ocidental ao menos, o que é um desrespeito e uma prepotência.

Extras

Os extras ficam divididos entre os dois discos. O disco widescreen tem trailers e comerciais, storyboards e um glossário de termos do universo Akira. No disco fullscreen há várias entrevistas: com Katsuhiro Otomo; com os restauradores de audio e vídeo; e com os dubladores estadounidenses. Além disso há um mini-documentário sobre o filme (com um tom brincalhão) e outro sobre a produção da trilha sonora. Esses mini-documentários e a entrevista com Otomo valem os extras, mostrando a história por trás da produção e acrescentando alguns detalhes sobre o universo fictício. Senti falta de uma espécie de documentário retrospectiva, mostrando a influência cultural de Akira e o impacto do projeto nas vidas dos que participaram.

Concluindo

Hoje posso finalmente dizer que entendi o filme. Como toda boa animação japonesa[bb] ele tem um roteiro denso e personagens complexos. A trama aparentemente simples esconde diversos subtextos e temáticas. O filme discute a influência da tecnologia sobre as pessoas, delinqüência juvenil, a fragilidade da sociedade, amadurecimento pessoal e social, violência, a mecânica da corrupção, o delírio religioso, entre outras coisas, tudo com um pano de fundo budista. Além disso, tecnicamente ele rompeu com várias convenções da animação japonesa da época, como gravar as vozes antes da animação e animar quase todos os aspectos das cenas – coisas que não eram feitas para economizar tempo e dinheiro. A importância de Akira não é apenas sua qualidade como filme, mas uma conseqüência dela, pois foi o líder da segunda invasão asiática no ocidente, que estamos vivendo até hoje.

Apesar das falhas, em parte explicadas por essa ser uma versão da caixa norte-americana, essa edição de Akira vale a pena, se você se importa com extras, terá que comprar[bb] a caixa especial, pois como disse os que importam vêm com o filme fullscreen. Mas se não liga para essas informações dos bastidores, pode se ater à versão widescreen.

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Fotonovela chinesa de Animê

Wednesday, May 28th, 2008

O fotógrafo Chen Zun fez uma fotonovela inspirada em animês[bb] para a edição chinesa da revista masculina FHM. Cliquem na imagem para ver o resto (não apropriado para menores de 16 anos).

Via Pristina.org

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Hello Kitty tenta fazer negócio da China

Monday, May 26th, 2008

A notícia já é velha, mas vale a pena mencionar pela curiosidade. Hello Kitty tornou-se a embaixadora japonesa do turismo na China e Hong Kong. Acumulando o cargo com o de embaixadora Estado-Unidense na UNICEF. Apesar de ser o primeiro personagem fictício a ter esse cargo no Japão, Doraemon já é o embaixador do Animê desde Março.

Daqui a pouco a Pucca [bb] vira embaixadora de turismo da Coréia do Norte.

(hello kitty acess%F3rios bolsas malas ) [bb]

Via G1 e New York Times.

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