Tigarah ao vivo no Tokiogaqui do SESC

Sunday, May 4th, 2008

Tigarah no SESC

E como foi o show da Tigarah? Em uma palavra: Engraçado. Nunca vi um caso de papel inverso tão grande quanto esse show. No palco uma japonezinha pulava, fazia poses e andava pelo palco enquanto na pista um bando de brasileiros ficava parado olhando e tirando fotos. Quem são os reis da ginga e da desinibição mesmo? Estamos todos ficando orientalizados ou é o Japão que está se ocidentalizando demais?

A produção do local era bem divertida. Basicamente um andar do SESC Paulista foi convertido numa overdose de referências ao Japão. Bonequinhos, mangás[bb], posters, lambe-lambes, painéis, máquinas de video-game e fliperama povoavam o lugar ao lado de um palco improvisado. A acústica obviamente não ajudava, mas quando vamos num show de funk não estamos preocupados com isso, estamos? Queremos ver bundas chacoalhando, letras sujas e dançarinas parcamente vestidas.

Mas não foi o caso. Tigarah é visivelmente vidrada no Brasil, até soltando um português de vez em quando no meio do inglês perfeito (cujas palavras nem sempre eram compreensíveis graças à mencionada acústica). As batidas não são exatamente de funk, mas a base da referência é clara. E as letras, bem, são em japonês[bb], e embora eu não fale a língua, já fui informado que são muito menos ofensivas do que as nossas.

O público por sua vez, estava lá para ver algo japonês. Sendo fãs de tal cultura, provavelmente se identificam com a famosa timidez natural do local. Portanto ficavam parados ou vendo o show através de suas câmeras, salvo raras excessões. Atrás de mim, um sujeito sabia quase todas as músicas de cor enquanto eu me esforçava para lembrar o refrão. Havia uma boa distribuição de asiáticos e ocidentais, mas o mérito fica com a senhora oriental de cerca de 50 anos presente e o tímido casal oriental que aparentava pra lá dos 60.

Tigarah estava obviamente feliz e não parava no palco. Afinal, estava no Brasil mostrando seu trabalho pela primeira vez. Executou as músicas perfeitamente e não se deixou abalar pela dureza de seu público, que mesmo com um palco de um palmo de altura não ousou invadir - algo que eu gostaria de fazer, mas meus acompanhantes não se empolgaram tanto.

Pouco antes do show acabar anunciou que irá retornar ao Brasil no segundo semestre e aparecer segunda-feira no programa do Jô - boa sorte, Tigarah, você vai precisar.

Ao final ela simpaticamente se misturou ao público dando autógrafos, tirando fotos (algumas com beijinho) e distribuindo botons. Tentei comunicar rapidamente sobre o Orientalize, mas creio que ela entendeu tudo errado. Para quem perdeu, fica a chance no segundo semestre e pretendo dar de presente aqui no Orientalize um autógrafo dela.

MarcoGomes nos cede este vídeo do show:

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Funk carioca do Japão em São Paulo

Saturday, May 3rd, 2008

Entendeu? É isso mesmo. Fiquei sabendo do evento de ultima hora, por isso o aviso de última hora. O plano era fazer um podcast com o Barone, que acabou indo pelo ralo, então espero que esse post sirva para levar ao menos uma pessoa ao show de Tigarah hoje e amanhã em São Paulo.

Pra quem não conhece, Tigarah é uma jovem japonesa ex-estudante de Ciências Políticas que, ao visitar o BRasil, se abaixonou peloFunk Carioca[bb]. Ao voltar pro Japão se desiludiu com a cena política local e conclui que faria uma contribuição maior ao mundo com a música.

E todos ficamos felizes com isso. Já que não há nada igual a Tigarah no mundo. Agora vivendo em Los Angeles ela vem pela primeira vez realizar três shows em São Paulo.

Serviço
SESC Paulista
Av. Paulista, 119 (mapa)
Datas: 02, 03 e 04 de maio.
Horário: 20:30
Censura: 18 anos.
Ingressos à venda em qualquer unidade SESC:
R$ 20,00.
Meia para estudantes e preços diferenciados para associados, trabalhadores de Comércio e Serviços e idosos.

Conheça mais sobre Tigarah no Overmundo.

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